D.I.Y. para as férias

Ano novo, mês novo e férias!

Estou aproveitando para fazer tudo que eu não consigo realizar durante o ano letivo por conta do tempo. E falando em tempo, nas férias eu tenho de sobra! Isso faz com que o meu espírito artista apareça e eu fico louca para decorar o meu quarto.

Andei buscando na internet alguns “Do It Yourself” com temas nerds e me encantei com tantas possibilidades.

Listarei aqui alguns vídeos de estão me inspirando nessas tão esperadas férias. Ainda quero fazer todos!

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Os 20 anos.

Tenho tanto o que falar. Muito aconteceu desde o início dos 20 antes dos 20. Apesar de não postar todos os dias da minha lista aqui, eu fiz quase tudo que havia combinado comigo mesma. Só faltaram dois itens da lista para completar, mesmo assim, foi uma experiência incrível! Ainda que eu não tenha postado todos os outros dias aqui, cada momento foi especialmente único. Eu me sentia grata e repetia todas as vezes: eu também posso.

O projeto me ensinou que devemos ser mais assíduos com nossos objetivos, mais focados e mais otimistas. É preciso também agarrar as oportunidades. Quantos itens da lista aconteceram naturalmente? Depois que listei tudo, as oportunidades vieram com o tempo. Agarrei-me a todas elas.

O importante é lembrar também que minha lista foi feita ano passado. O que eu era ano passado? Modifiquei-me tanto que mais uma de mim coube dentro desse corpo. Muitos gostos mudaram, muitas prioridades se tornaram outras. É por isso que eu não tive tempo de postar tanto.

Irei publicar toda a história das conquistas e dias inesquecíveis aqui aos poucos. Ainda irá se chamar 20 antes dos 20. Aliás, sempre foi esse o nome do projeto.

Hoje eu completo duas décadas de vida. Eu me espanto sempre que as pessoas perguntam a minha idade e eu respondo “20”. A surpresa vem pelo número. Quando eu era pré-adolescente, ficava me imaginando com essa idade atual e é claro, nada daquilo está acontecendo agora. Mas muitos fatos incríveis estão acontecendo. Talvez, muito mais maravilhosos e concretos do que os meus pensamentos de dez anos atrás.

Fiquei matutando o mês de maio inteirinho que 20 anos é início para tudo andar mais rápido e decair. Porém, vou dizer o que observei horas antes de começar a escrever o texto: meu corpo nunca esteve tão maduro como nesse momento e nunca estive tão realizada com as minhas lutas como hoje. Uma certeza: nunca me senti mais viva como agora.

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“Há vinte anos você nasceu
Ainda guardo um retrato antigo
Mas agora que você cresceu
Não se parece nada comigo.” (Amanhã é 23 – Kid Abelha)

			

Somewhere over the rainbow…

Tenho me questionado ultimamente sobre o porquê de não vir mais aqui. Será que a vida anda tão monótona assim? Eu quase prefiro acreditar nessa opção, justamente porque ela não me faz lembrar do próximo motivo: o tempo. Será que tem bastante coisa acontecendo e eu ainda não tive tempo para organizar tudo em palavras?

Se a vida realmente anda tão monótona e sem graça, então hoje tudo saiu do lugar. É por isso que estou aqui outra vez.
Fiquei encantada com o meu dia. Pequenos atos podem te encantar pelo resto da vida, mudar até seu ponto de vista sobre tudo. O copo que estava meio vazio de repente é visto quase transbordando. O dia nublado e cinza se tranforma numa gama de infinitas cores. Eu poderia dizer que hoje eu fui pra Oz em technique color – e ainda estou lá.

De manhã, eu estava cansada de ficar em pé dentro do ônibus lotado e parada no engarrafamento das sete. No almoço, a fila do R.U. estava dando voltas. Mais alguns minutos… Como sempre, os acontecimentos ruins são colocados aqui em evidência e quase me esqueci que tive uma aula ótima durante a manhã. Isso é mais uma curiosidade da humanidade. Digno de psicanálise. Quase pensei que seria mais um bad day…

Na hora de retornar ao mundo distante, o ônibus chegou vazio. Uma esperança. Demorei um tempo da porta até a roleta. Me irritei. Motivo: pessoas – ainda não entendi porque todos se acumulam na frente se atrás está vago. Não pude deixar de saudar o cobrador com o famoso e banal “bom dia”. Se tem algo que aprendi na minha época de ensino médio é que não importa o quão ruim estão as coisas, sempre sorria para o cobrador, ainda que tudo esteja desacreditado. Em meio à essa reflexão, ouvi apitar um som de reprovação. Foi quando vi no visor da máquina: “saldo insuficiente”. Eu não tinha nenhum dinheiro para a passagem. Não tinha a menor idéia de como voltaria para casa. Fiquei estática e com cara de não-sei-o-que-fazer. Sem que eu percebesse de início, um garoto desconhecido estendeu o braço em direção à máquina e disse “deixa que eu passo para você”. E foi questão de segundos para tudo mudar. Perdi as contas de quantos obrigadas eu disse para ele. Em todos os agradecimentos ele sorria e dizia “tudo bem, isso acontece, já aconteceu comigo também”.

Saltei do ônibus com a mensagem de que coisas assim acontecem e que já está na hora de notar esses pequenos acontecimentos que edificam nossos dias. Como diz Chico: “é sempre bom lembrar que o copo vazio está cheio de ar”. Hoje foi o garoto desconhecido do ônibus, mas amanhã pode ser aquela folha que caiu da árvore por onde eu passo todos os dias… Vai saber.

É por isso que esse texto nem tem data. Quero passar a ver todos os dias essas pequenas coisas e essas palavras irão me fazer lembrar disso. Será quase leitura obrigatória das manhãs. Não quero recordar a data, mas quero ter a possibilidade de pensar que essas ações acontecem sempre… A gente só precisa ver.

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